Ensino Médio, esquerdismo e outras patologias

Como aluno que está com o ensino médio praticamente concluído, reservo algumas breves palavras para descrever o quanto essa experiência foi esclarecedora, para ilustrar a situação deplorável para qual a sociedade brasileira está caminhando.

No início do meu primeiro ano me sentia um grande humanista, defensor dos oprimidos e simpatizante dos pobres (afinal, não sou nada rico). Mas, felizmente, Deus me permitiu ter uma honestidade intelectual precoce e reconhecer meus próprios erros intelectuais. Percebi o quanto os discursos pareciam possuir uma implícita manifestação de ódio por grupos específicos, além de óbvias demagogias e contradições que, de forma esquisita, eu percebia que os professores (sempre incentivando as boas idéias, não é?) e os colegas “engajados” pareciam não perceber, ou, como eu percebi no futuro, voluntariamente ignoravam.

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Foi neste momento que realmente pensei de forma crítica, não da forma lobotomizada e padronizada que os esquerdistas queriam que eu pensasse. Logo no primeiro ano, conheci o Bolsonaro, e me interessei pela forma em que todo o establishment (mídia, professores, “formadores de opinião”) reagia com intenso ódio e repúdio ao deputado, ignorando quaisquer projetos e argumentos. Mesmo naquela época, na qual ele não era tão conhecido no meu agraciado meio estudantil. Mesmo sendo caricato e agressivo nas suas falas, a forma crua e direta em que ele trazia informações e dados contraditórios aos discursos esquerdopatas, presentes em todo o lugar, me fez cogitar sinceramente a possibilidade de, nos principais pontos, ele ter razão.

Afinal, temos realmente o país com mais homicídios no mundo, e toda uma classe política e intelectual ignorando sistematicamente isso, preferindo usar os dados de forma tendenciosa pra apontar “ódio homofóbico e machista”, como se não fossem todas as pessoas que estivessem morrendo aos montes (sendo, em maioria, homens). Obviamente, a intenção verdadeira deles não era a defesa da vida. Comecei a contestar os professores, mostrando essas e algumas outras contradições, que sempre reagiam com os mesmos discursos marxistas ou até mesmo de autoridade.

Percebi, com muita satisfação, que os professores de humanas e os alunos mais “politizados” começavam a me detestar. Mas vejam só, eu só apontei algumas contradições puramente lógicas nas retóricas “humanistas”, como odiarem o Bolsonaro por ele defender o regime militar brasileiro e serem simpáticos aos regimes comunistas, que mataram mais do que todas as guerras, epidemias e catástrofes naturais juntas (a verdade é dura, Che Guevara matou mais que a ditadura). Contradições estas que deveriam ser de fácil assimilação para qualquer aluno que contestasse, ao menos de forma mínima, basicamente todo o discurso do meio educacional, e eles já me achavam um caricato representante do machismo, do racismo e da homofobia. Imaginei o quanto isso ia se agravar quando eu realmente soubesse com profundidade o que estava falando.

Conclui que eu deveria fazer o contrário do que os professores e formadores de opinião incentivavam: não ser um “revolucionário juvenil” desprovido de conhecimento, e buscar ler, estudar e entender a fundo a origem dessas ideologias, dessa sistematização do pensamento que era imposta a todos os meus colegas de colégio. Comecei com leituras mais superficiais, como Rodrigo Constantino e João Pereira Coutinho, até chegar a autores como Ludwig Von Mises, Chesterton, Roger Scruton, Murray Rothbard e o tão odiado Olavo de Carvalho (hur, fetos na Pepsi, durr).

Com isso, conheci com mais profundidade os conceitos marxistas e seus profundos erros, a origem da dominação cultural, que eu presenciava da forma mais avançada e escancarada possível, elaborada por Antonio Gramsci (totalmente desconhecido por suas vítimas estudantis), o que realmente são o capitalismo e o conservadorismo, e o quanto mentiram pra mim acerca de tudo isso.

Posso afirmar, sem vaidade (que eu até possuo, infelizmente), que li e estudei sobre essas questões mais do que todos os meus colegas nestes três anos, principalmente os “defensores dos oprimidos”. E com todo esse tempo gasto com coisas que são, pra absoluta maioria, imensuravelmente chatas, tive uma vital conclusão: Eu não sei de praticamente nada. Diferente dos meus engajados e críticos colegas revolucionários, eu não sei o caminho ideal pra solucionar todos os problemas e injustiças do mundo, e nem sei se isso é realmente possível. No máximo, algumas possibilidades que não tenho certeza sobre suas veracidades.

Basicamente, sei quais são esses problemas (spoiler: os vilões não são os homens brancos, héteros e capitalistas) e as possíveis fontes das soluções, o que significa quase nada. Sei que preciso ler, refletir e estudar muito mais, para poder chegar até a verdade acerca de todos esses complexos panoramas. E eu estou, honestamente, muito satisfeito com isso, e espero continuar aprendendo. E o que me satisfaz mais ainda: toda a “crítica e engajada” geração que me acompanha, gritando Fora Temer e xingando o Bolsonaro e o Trump de forma robotizada, sente raiva e antipatia em relação a mim, me rotulando de coisas engraçadíssimas. Vão ser piadas que vou levar pra toda minha vida. Nada que evidencie mais o quanto estou certo como o ódio e a intolerância, vindo dos que dizem lutar por amor e tolerância. Coerência não é o ponto forte dessas pessoas, convenhamos. E mesmo os mais educados, não deixam de estar profundamente errados em seus ideais, infelizmente. Malefícios da arrogância e prepotência da juventude, imagino… consigo compreender, sou jovem, afinal. Reconhecer o próprio erro de julgamento é algo que, felizmente, aprendi desde bem cedo.

Ao mesmo tempo, mostro a alguns poucos amigos (os que ainda não foram totalmente aculturados) livros, textos e vídeos que os levem para fora dessa bolha idiotizadora e permitam que eles estudem e combatam com preparo todo esse establishment acadêmico. Temos uma geração que, aos 16 anos, acham que sabem mais do que todas as gerações anteriores, mesmo sem ter lido e compreendido as próprias ideologias que os escravizam mentalmente. Não refletem, ponderam ou buscam o conhecimento sobre quaisquer questões, apenas repetem as frases prontas que lhes são apresentadas e vêem tudo apenas pela limitada e ultrapassada ótica de classe, como se todas as complexas relações humanas se resumissem a opressores e oprimidos. E o pior disso, são os professores que incentivam esse analfabetismo funcional em larga escala, ao invés de incentivar os estudantes a buscarem mais fontes de conhecimento histórico e filosófico.

Como bem diz Olavo de Carvalho, a intelectualidade de esquerda não concebe que exista nada acima do nível de sua cabeça oca. Essa é a síntese do pós-modernismo intelectual que domina todas as instituições acadêmicas e midiáticas, e promete extinguir qualquer mínima oposição ao pensamento marxista a longo prazo.

Que Deus nos ajude. Aos que ainda resistem: convençam outros alunos, eles são o futuro. Esqueçam os professores, continuem estudando, não se limitem e REAJAM. Mostrem esse blog para os colegas, mostrem vídeos, livros, não deixem o vigor intelectual morrer. O que está em questão é o futuro da nossa sociedade, porque esses demagogos totalitários que estão se formando serão os futuros políticos, professores e formadores de opinião que irão contribuir pra absoluta decadência do Brasil em todos os aspetos. E, convenhamos, nossa situação não está nem um pouco boa.

E lembrem da frase de Georges Bernanos: ser reacionário é ser vivo, porque só um cadáver não reage aos vermes que o corroem.

Hipocrisia, canalhice e desonestidade: o DNA da esquerda

A mesma esquerda que prontamente relacionou o massacre na boate gay em Orlando ao nome de Donald Trump e até de Bolsonaro — não, eles não têm limites — se calou diante do espancamento realizado por ativistas anti-Trump na Califórnia, que teve como vítimas um gay (republicano e eleitor de Trump) e seu amigo. Essa mesma esquerda faz de tudo para esconder o fato de que o responsável pelo ataque era muçulmano e filiado ao Partido Democrata, que, com Hillary Trump, fará oposição a Donald Trump nas eleições em novembro. Continuar lendo

Estudo derruba mito da diferença salarial entre gêneros

Estudo revela que um dos principais argumentos utilizados pelas feministas não passa de uma grande falácia.

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A pesquisa foi feita pela Korn Ferry Hay Group em 33 países e examinou mais de 8 milhões de empregados. A conclusão foi a seguinte: a diferença salarial entre homens e mulheres que trabalham nos mesmos tipos de cargos, com as mesmas responsabilidades, nas mesmas empresas, foi de 1,6% em favor dos homens. Uma desigualdade irrisória, inversamente proporcional ao barulho das feministas que se utilizam desse argumento desonesto. Continuar lendo